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5 erros que podem fechar o seu negócio!

 

 

 

É comum que no início o empresário não tome os devidos cuidados no gerenciamento da empresa, mas a falta de planejamento no médio/longo prazo pode fazer com que o empreendimento entre para a triste estatística de 25% dos negócios que fecham no primeiro ano de funcionamento no Brasil.

 

Pensando nisso, neste artigo vamos tratar sobre alguns erros que podem arruinar o seu negócio.

 

 

Confusão Patrimonial

 

Esta atitude é mais comum do que se imagina, e até normalizada por muitas empresas, que não veem problema em praticá-la.

 

A confusão patrimonial nada mais é do que o empreendedor misturar seu patrimônio, ativos, bens e valores com os da empresa.

 

Assim, por exemplo, ele paga a escola do filho com dinheiro do negócio, usa o carro da empresa para fins particulares, paga o aluguel do estabelecimento comercial com cartão pessoal, e assim por diante.

 

O primeiro problema desta gestão incorreta está na dificuldade de contabilizar o ativo e passivo da empresa, uma vez que está tudo “misturado”.

 

Outro problema grave desta conduta é que seu patrimônio (pessoal e empresarial) fica desprotegido, sendo que poderá perder os bens pessoais por dívidas da empresa e vice-versa.

 

 

Usar modelos do Google para contratos

 

Muitos empresários ainda não têm noção do risco que correm ao utilizarem modelos prontos do google para formalizarem suas negociações.

 

Isto porque, cada acordo é único, e estes modelos não estão adequados ao negócio que desejam fazer, sendo que fatalmente faltarão cláusulas e condições especiais, resultando na falta de proteção necessária para minimizar os riscos de calote, definição das obrigações de cada um, prazos, garantias multas e outras determinações que são particulares de cada negócio feito.

 

Muitos podem até pensar: “Nunca me aconteceu nada!”, mas não precisamos esperar o problema chegar para poder correr atrás da solução, é muito mais vantajoso, barato e rápido atuar na prevenção de riscos do que buscar resolvê-los depois que o embaraço já aconteceu.

 

 

Passar para o contador atividades jurídicas

 

O contador é, certamente, o confidente e melhor amigo do empresário. E deve ser mesmo. Mas não deve ser o único. Um empresário forte, precavido e firme em seus negócios deve ter também à sua disposição um advogado que entenda do seu negócio e que possa lhe auxiliar na prevenção e contenção de problemas jurídicos.

 

Um bom exemplo é a confecção de contratos. Já vi muitos empreendedores que delegam esta tarefa aos seus contadores, o que deve ser evitado ou feito com muito cuidado, caso o contador também tenha experiência e conhecimento nesta área.

 

Como diz o ditado: “Cada macaco no seu galho!”. Da mesma forma que o advogado, via de regra, não se atreve a se aprofundar na contabilidade, o contador também não deve se aprofundar na questão jurídica da empresa, pois existem muitas particularidades em cada contrato, cada negociação, que somente um profissional com conhecimento e expertise na área poderá ajudar.

 

Esta é mais uma forma de prevenção e redução de riscos que podem representar uma dor de cabeça a menos lá na frente.

 

 

Não Registrar a empresa na junta comercial

 

Uma empresa sem registro na junta comercial é considerada uma sociedade em comum, onde o patrimônio pessoal dos sócios se mistura com os da empresa, formando uma coisa só. Assim, caso a sociedade contraia dívidas, todos os bens dos sócios serão afetados para pagamento, sendo ainda pior no caso do sócio que contratou pela sociedade, o qual terá os seus bens atingidos diretamente.

 

E quando falamos de registro, não se trata de contrato de gaveta particular entre os sócios, mas sim, de registro formal na junta comercial, sendo, a partir daí, que a empresa adquire a personalidade jurídica para obter inúmeros benefícios, dentre eles, a autonomia patrimonial, separando os bens pessoais dos bens empresariais.

 

 

Não fazer planejamento empresarial e tributário

 

Uma empresa sem planejamento é como um avião sem plano de voo. Não tem como dar certo.

 

O que todo empreendedor deseja é ter uma sociedade com obrigações, hipóteses de exclusão de sócio, retirada, venda de cotas, morte, aumento e diminuição de capital, entrada de novos sócios, liquidação, todas bem definidas previamente, para não terem problemas lá na frente.

 

Assim funciona o planejamento empresarial: Para definir o melhor tipo societário de acordo com o padrão da empresa, cláusulas do contrato social que atendam aos interesses dos sócios, contratos bem elaborados que protejam o negócio e o façam crescer, assessoria para novas contratações e orientações jurídicas sempre que for necessário, entre outras.

 

Já o planejamento tributário é fundamental para escolha do melhor enquadramento fiscal, fazendo com que a empresa pague menos impostos, consiga recuperar tributos pagos a maior, assim diminuindo seus custos e aumentando sua competitividade no mercado.

 

Sem esses planejamentos, o empresário terá muito mais dificuldade em gerir o negócio, correndo sério risco de fechar suas portas por falhas pontuais que podem representar a falência da empresa.