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  5 dicas para ajudar sua empresa enfrentar a crise!

 

 

Diante das incertezas e da quase total redução de faturamento da maioria das empresas, muitos empresários estão perdidos, sem saber o que fazer para cumprirem as obrigações mensais e arcarem com os custos operacionais do negócio.

 

Folha de pagamento, fornecedores, impostos, aluguel, equipamentos, mercadorias são algumas das principais despesas que os empreendedores possuem e deve cobrir todo mês.

 

Além dessas, é fundamental que possuam fluxo de caixa e capital de giro para atravessarem esse momento de crise de forma menos impactante possível.

 

No entanto, a realidade é que muitos empresários sequer sabem por onde começar e quais ações devem tomar para enfrentamento desta fase de revés econômico.

 

Uma coisa é certa e deve ser o centro da atuação administrativa empresarial: redução dos custos operacionais, onde for possível. Para que isso ocorra, a prorrogação de prazos e corte de gastos devem ser vistos como prioridade.

 

Para viabilizar estas atitudes, listamos 5 dicas para nortear a atuação dos empreendedores de modo a alcançar os objetivos acima mencionados.

 

 

1) Revise TODOS os contratos


A primeira coisa que você deve fazer, enquanto empresário, é a revisão de todos os seus contratos, seja com fornecedores, parceiros, consumidores, de locação, etc. Os trabalhistas trataremos em tópico específico.

 

Por óbvio que você deve contar com o auxílio de um advogado de sua confiança, que é quem avaliará as cláusulas contratuais, apontando quais podem ser flexibilizadas e renegociadas.

 

Este, portanto, é o objetivo das revisões contratuais: encontrar opções e espaços de negociação.

 

 

2) Negocie formas de pagamento diante da crise

 

Após a análise dos contratos, identificando o que pode ser revisto, entre em contato com as pessoas e empresas e negocie, propondo redução de valores durante este período, suspensão, prazos maiores, parcelamentos, de acordo com a obrigação.

 

Por exemplo, com relação ao aluguel comercial, se a empresa estiver fechada, uma alternativa é a negociação partindo da suspensão da cobrança de aluguel, passando pela redução do valor, percentual do faturamento no período, suspensão com inclusão parcelada nos meses seguintes, etc.

 

Já em relação aos fornecedores, uma alternativa é a negociação dos preços das mercadorias, uma vez que em momentos de crise há muita oscilação neste ponto. Uma saída é a prorrogação de prazos, diminuição da margem de lucro de ambos, suspensão do contrato em relação a determinados produtos, etc.

 

Com relação aos prestadores de serviço sem vínculo trabalhista, o ideal é negociar e suspender as atividades que não sejam essenciais ao desenvolvimento da atividade.

 

No âmbito das relações com o consumidor, o empresário deve tomar muito cuidado com o aumento do preço dos produtos, para não incorrer em prática ilegal. Portanto, o recomendável é manter a margem de lucro e, em caso de aumento repentino no preço da mercadoria, manter tudo documentado para eventuais fiscalizações.

 

Outro ponto importante ainda perante o consumidor é a negociação de prazos de entrega de serviços contratados, uma vez que muitos empreendedores estão impedidos de exercer suas atividades. Assim, é fundamental a negociação para não haver cobrança de multas.

 

 

3) Revise os contratos trabalhistas

 

Esta pode ser uma alternativa muito interessante para diminuir os custos operacionais da empresa, uma vez que a folha de pagamento pode ser a maior fonte de despesas mensais.

 

Recentemente, foi aprovada a Medida Provisória nº 927, que prevê a flexibilização dos contratos de trabalho, com a finalidade de manter os empregos e garantir a saúde financeira das empresas.

 

As alternativas propostas são vantajosas para o empresário, pois tendem a diminuir os custos com funcionários durante este período.

 

Algumas delas são: Suspensão e prorrogação do prazo para recolhimento do FGTS, antecipação de férias individuais e/ou coletivas, compensação em banco de horas, compensação de feriados, redução da jornada de trabalho e salário em até 25%, entre outras.

 

Para ter acesso à todas as possibilidades, acesse nosso artigo completo, clicando aqui.

 

 

4) Utilize as ferramentas tributárias e linhas de crédito dadas pelo Governo para enfrentamento da crise

 

O Governo Federal e os Governos Estaduais vêm editando medidas para auxiliarem os empresários a manterem seus negócios vivos durante este período de recessão.

 

São prorrogações de prazos para recolhimento de tributos (como no caso de impostos federais de empresas enquadradas no SIMPLES Nacional, contribuições ao sistema S com redução de 50% por três meses, isenção de impostos como IPI e Importação para produtos relacionados ao combate ao Covid-19, e outros), prorrogação de validade de certidões negativas de débitos tributários, simplificação de despacho aduaneiro, e outras.

 

Leia as 11 medidas adotadas pelo Governo Federal para ajudar as empresas, clicando aqui.

 

Além disso, no âmbito financeiro, são diversas linhas de crédito sendo lançadas com juros muito baixos, algumas até sem a taxa de empréstimo cobrada pelo banco, e que devem ser utilizadas para repor o fluxo de caixa da empresa, pagamento de obrigações, etc.

 

Além disso, é possível obter a suspensão da cobrança de parcelas de financiamento por até 6 meses, desde que preenchido alguns requisitos.

 

Estas medidas de crédito e suspensão de cobrança são fundamentais para oxigenar a empresa e dar-lhe sobrevida, expectativa de se manter no mercado, sobretudo micro e pequenas empresas.

 

 

5) Faça um planejamento empresarial e tributário

 

Um bom planejamento empresarial e tributário pode fazer a diferença entre sua empresa se manter competitiva no mercado ou ser obrigada a fechar as portas.

 

Isto porque, toda a parte contratual pode ser frequentemente revista, adequando as relações à realidade da empresa, antes mesmo da bomba estourar.

 

Toda negociação e novo contrato pode ser precedido e avaliado do ponto de vista jurídico, analisando o cenário, possibilidades e consequências que signifiquem tranquilidade e segurança para o empreendedor.

 

Além disso, podem ser minimizados os riscos de processos judiciais, indenizações trabalhistas, ao consumidor, pagamento de multas, o que é muito importante para a saúde financeira da empresa.

 

Desta forma, com a análise preventiva, as medidas para evitar problemas futuros serão tomadas desde já, de modo que o empresário esteja sempre à frente da situação e com controle pleno de sua atividade.

 

Outro ponto é o enquadramento tributário correto e indicado para cada tipo de atividade, buscando a formatação que seja menos onerosa, fazendo ajustes preventivos para diminuir os custos fiscais da empresa, aumentando sua competitividade no mercado.

 

Além disso, o momento atual é de total incertezas jurídicas com relação aos tributos, de modo que é imprescindível que o empresário se mantenha atualizado sobre as declarações, prazos, formas e pagamento dos impostos devidos, buscando sempre a melhor opção para a manutenção da empresa.

 

Ademais, é possível trabalhar com a recuperação de tributos cobrados indevidamente, gerando receita ou compensação com cobranças tributárias futuras.

 

Estas são algumas formas de planejar e agir preventivamente, podendo gerar uma economia considerável para a empresa, tanto de dinheiro, quanto de tempo e dores de cabeça.